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O transporte marítimo, parte essencial para as empresas brasileiras exportadoras, tem sido duramente impactado na pandemia especialmente desde o 1º trimestre de 2021. A antecedência média em dias que as empresas costumavam solicitar o booking de carga era de 15 a 30 dias e pulou para 30 a 45 dias. Assim, se já era necessário planejar, agora se tornou fundamental!

Você sabia que mais de 80% das empresas exportadoras utilizam contêineres 20" Dry, 40" Dry ou 40" High Cube? Sim, e o destaque vai para contêineres 20´ Dry, que sozinhos respondem por mais de 40% da demanda exportadora. Tal concentração nesse tipo de equipamento para embarque de cargas pode explicar o motivo da sua empresa ter dificuldade de encontrá-los, além da grande espera para o carregamento e os altos custos (os aumentos variam de 100 a 300%).

É o cenário observado em todo mundo, mas há particularidades do Brasil. A maioria das cargas estão nos estados de São Paulo (35%), Rio Grande do Sul (24%), Paraná (13%) e Santa Catarina (10%). São Paulo e os estados do Sul somam 82% do total do país. Qual a consequência? Os portos de Santos (41), Rio Grande (24%), Paranaguá (10%) e Navegantes (10%), concentram 85% dos carregamentos de todo o Brasil.

Esses dados são parte de uma importante pesquisa conduzida pelo nosso programa de exportação em parceria com a Apex-Brasil, em conjunto com outras 18 entidades setoriais atingindo mais de 90 empresas de 25 setores da economia brasileira em todas as regiões do país.

O conteúdo foi apresentado em um formato de webinar no último dia 14 de junho. Durante a iniciativa, também recebemos a colaboração da equipe da Talura, uma startup que conecta as indústrias que precisam exportar (e até importar) dos agentes de carga que operam o comércio exterior do Brasil para o mundo e vice-versa.

De acordo com Marcelo Brandão, CEO da Talura, os principais problemas que afetam os fretes internacionais são (conforme observado na pesquisa):
 

  • Escoamento: atualmente, os portos com maior volume de escoamento estão localizados no Sul e Sudeste do país, pois, além de atenderem demandas das próprias regiões, acabam sendo a melhor opção (menores custos operacionais) para Minas Gerais e os estados do Centro Oeste. Esse fato acarreta o afunilamento de cargas em poucos portos, agravando a escassez de equipamentos e espaço para embarque;
  • Espaço nos Navios: ocorre após a “batalha” dos embarcadores por equipamentos e a falta de espaço para o transporte somando-se aos altos custos de demurrage cobrados aos embarcadores e a possibilidade de não embarcar as cargas nos navios. Esses pontos são decorrentes da alta demanda por exportações (devido a fatores externos consequentes à pandemia), além do backlog de embarcadores que postergaram seus embarques de 2020 para 2021;
  • Problemas com Tarifas SPOT e Free Time: alguns armadores (companhias donas dos navios) iniciaram, em meio ao cenário atual, a oferta de tarifas SPOT com preços exorbitantes, para garantia do embarque. Outros reduziram drasticamente os períodos de free time aos embarcadores e iniciaram a cobrança de dias extras de free time. Essas medidas adotadas pelos armadores são extremamente prejudiciais e podem ser irreversíveis se tais práticas não forem reguladas. Tal prática acaba incitando uma disputa entre embarcadores como um “leilão holandês”, no qual vence os que pagarem mais, complicando ainda mais o cenário aos exportadores brasileiros.
     

Entre as possíveis soluções para o cenário brasileiro que contribuem para driblar as dificuldades listadas acima, estão:
 

  • Fabricação de Equipamentos/Containeres (longo prazo): o estímulo/incentivo à fabricação de equipamentos no Brasil pode gerar novos empregos, maior independência da China de novos equipamentos, estímulo aos armadores a expandirem suas atuações nos portos brasileiros, menor risco de falta de equipamentos e comercialização de equipamentos para outros países da região LATAM.
  • Descentralização nos Carregamentos (médio prazo): engajamento para que embarcadores do Centro-Oeste e Minas Gerais migrem seus embarques para portos das regiões Norte e Nordeste, por meio de benefícios e estímulos fiscais do Governo Brasileiro.
  • Adaptação de Processos (curto prazo): a maneira mais rápida para driblar os problemas enfrentados nesse período com relação aos fretes internacionais é a adaptação ou a construção de novos processos internos nos embarcadores. Toda crise gera oportunidades de novos padrões de comportamento, sejam em empresas ou em pessoas.
     

Os materiais apresentados estão disponíveis no Portal do Associado.

Os desafios continuam para exportar e nossos esforços para minimizar as dificuldades de nossos exportadores permanecem. Para saber mais detalhes dos trabalhos realizados sobre este tema, entre em contato com nossa equipe de exportação.


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