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Pequenas e médias empresas também devem adotar boas práticas de governança



O nível de cobrança da sociedade em relação a boas práticas de grandes empresas já é conhecido. Muitas já consolidaram princípios de governança há vários anos e buscam aprimorar suas ações. De acordo com a executiva Roberta Pegas, da ESG Legacy, pequenas e médias empresas precisarão ter mais clareza em relação a suas políticas de ESG.

Além da empresária, participaram de live do Núcleo de Responsabilidade Social da Fiesp/Ciesp (Cores) realizado na segunda-feira (22/11), a diretora de Vocalização e Influência do Instituto Brasileiro Governanca Corporativa  (IBGC), Valéria Café, e o vice-presidente Jurídico da Siemens, Luis Mosquera. O encontro foi mediado pela diretora titular do Cores, Grácia Fragalá.

Uma das siglas mais comentadas dos últimos tempos, a novidade do termo ESG (sigla para ambiental, social e governança, em português), segundo Fragalá, é o olhar sobre o investimento social corporativo. “A agenda ambiental já se consolidou, mas a dimensão social ainda é um desafio. E não se trata de uma questão governamental, apenas, mas também diz respeito a toda sociedade civil. Não é possível que as empresas possam ir bem em uma sociedade que vai mal”, avaliou.

Para Valéria Café, princípios de governança cabem em qualquer organização, independentemente de seu tamanho, e a sociedade espera isso das empresas. “Dois terços das pessoas acreditam que as empresas podem mudar a realidade social mais do que os governos. Diante desse novo olhar é necessário revisar o modelo de negócios e buscar impactos positivos”, afirmou a diretora do IBGC.

As pequenas e médias empresas devem compreender a importância de seu impacto. Pegas lembrou que esse grupo representa 27% do PIB, mas que se as micro também entrarem nessa conta, a representatividade ultrapassa os 90%. “O empresário, não importa o segmento ou tamanho, precisa entender sua atividade e realizar ações conscientes para melhorar as práticas, além de criar memórias que vão motivar e engajar as pessoas”, disse.

Embora o conceito de ESG exista há muito tempo, somente no último quinquênio o termo ganhou holofotes. “As empresas que abraçaram esses conceitos conseguiram apresentar resultados financeiros melhores, bem como avaliação positiva por parte dos clientes e ter colaboradores com mais senso de propósito”, disse Mosquera, na live que pode ser vista na íntegra aqui.

Fonte: FIESP | Postado em: 22/11/2021