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ECONOMIA BRASILEIRA

CNI: Atividade industrial melhora moderadamente em maio; expectativas se mantêm otimistas

Divulgada na tarde de ontem (25/06) pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), a Sondagem Industrial para o mês de maio aponta moderada desaceleração no nível da produção industrial. O Índice de Evolução da Produção ficou em 50,7 pontos, na série com ajuste sazonal. Como está acima dos 50 pontos, mostra expansão marginal na produção em relação ao mês anterior. Segundo a entidade, a produção do mês está mais próxima de seu comportamento regular, dado que nos últimos anos a indústria foi afetada por diversos fatores pontuais, como a greve dos caminhoneiros de 2018.



O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou moderada melhora, passando de 66,5% para 67,3%. Apesar da alta, o NUCI observado é mais baixo que o esperado para maio, como indicado pelo Nível de Utilização da Capacidade Efetiva em Relação ao Usual, que ficou abaixo dos 50,0 pontos ao registrar 43,5 pontos (ante 43,1 no mês anterior).



Os estoques permaneceram praticamente estáveis em maio, com o índice de Evolução dos Estoques registrando 49,9 pontos (ante mesmo nível em abril). Contudo, o volume de estoques permanece acima do planejado para o mês de referência, com o Indicador de Estoque Efetivo-Planejado observando 51,3 pontos.

Por fim, em relação às expectativas, apenas a expectativa de Demanda melhorou em maio, passando de 56,8 para 57,3 pontos, após três leituras consecutivas de queda. O indicador de Exportação e Número de Empregados recuaram para 52,6 (-0,4 ponto) e 50,8 pontos (-0,2 ponto), respectivamente. Enquanto Compras de matérias primas permaneceu em 54,6 pontos. A Intenção de Investimento da indústria, por sua vez, caiu pelo quarto mês seguido, indo de 52,5 para 52,3 pontos. Apesar dos resultados negativos, todos os componentes permaneceram acima dos 50,0 pontos, indicando que o otimismo ainda prevalece no setor industrial, embora com menor intensidade.




Ibre/FGV: Confiança da Construção volta a avançar em junho

Após cinco meses sem apresentar resultados positivos, o Índice de Confiança da Construção (ICST), divulgado pelo Ibre/FGV, subiu de 80,7 para 82,8 pontos, na série com ajuste sazonal. Na leitura anterior, o índice havia recuado 1,8 ponto. Frente ao mesmo mês de 2018, na série sem ajuste, a alta na confiança foi de 3,5 pontos. Apesar da melhora, ao permanecer muito abaixo da linha dos 100,0 pontos, o indicador aponta para forte pessimismo por parte do setor.



A situação menos pessimista em maio é reflexo principalmente da melhora das expectativas para os próximos meses. O Índice de Expectativas (IE-CST), subiu 3,5 pontos e registrou 92,5 pontos, encerrando três leituras consecutivas de queda. O Índice de Situação Atual também avançou, subindo de 72,4 para 73,6 pontos.



Por fim, o Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor avançou 2,0 p.p., para 68,3% em junho, o maior patamar desde novembro de 2015 (68,8%). Tanto o NUCI para Máquinas e Equipamentos quanto o NUCI para Mão de Obra também tiverem variações positivas: 1,4 e 2,1 pontos percentuais respectivamente.


BCB: Transações correntes registra superávit de US$ 662 milhões em maio

Segundo divulgação do Banco Central do Brasil (BCB), as transações correntes foram superavitárias em US$ 662 milhões em maio, abaixo do observado um ano antes (US$ 900 milhões). Com isso, o déficit acumulado nos 12 meses foi de US$ 13,9 bilhões (0,75% do PIB), um resultado melhor que o acumulado até maio de 2018 (-US$ 14,6 bilhões ou 0,74% do PIB).



Em maio, a piora do saldo de TC em relação ao mesmo período de 2018 reflete os maiores déficits nas contas de Serviços (-US$ 2,7 bilhões para US$ 3,0 bilhões) e Renda Primária (-US$ 2,1 bilhões para US$ 2,5 bilhões). A Balança Comercial, por outro lado, observou saldo um pouco maior, de US$ 5,7 bilhões ante US$ 5,6 bilhões, assim como Renda Secundária, que passou de US$ 239 milhões em maio de 2018 para US$ 449 milhões neste ano.



O melhor saldo comercial em relação a maio de 2018 reflete uma expansão das exportações acima das importações. As exportações aumentaram de US$ 19,2 bilhões para US$ 21,2 bilhões, enquanto as importações tiveram variação de US$ 1,9 bilhão, registrando US$ 15,5 bilhões. Assim, o saldo comercial acumulado nos 12 meses findos em maio de 2019 fica em US$ 52,2 bilhões, representando uma queda de 10,0% em relação aos 12 meses encerrados no mesmo mês do ano anterior.



O maior déficit em Serviços reflete o maior pagamento líquido de Aluguéis de equipamentos (saldo de -US$ 1,4 bilhão ante -US$ 1,2 bilhão); Transportes (-US$ 530 milhões ante US$ 422 milhões); e Demais serviços (-US$ 33 milhões ante US$ 72 milhões). Viagens diminuiu seu saldo negativo de -US$ 1,2 bilhão para -US$ 1,1 bilhão. Assim, Serviços acumula déficit de 33,0 bilhões em 12 meses, uma melhora de 5,9% em relação aos 12 meses anteriores.



O maior pagamento líquido de Lucros e Dividendos piorou o saldo da conta de Renda Primária em maio. Aquela rubrica aumentou seu déficit de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,7 bilhão. No mesmo período, houve menor pagamento líquido de Juros, com esta conta melhorando seu saldo de -US$ 1,1 bilhão para -US$ 775 milhões. Assim, no acumulado em 12 meses, a conta de Rendas (primária + secundária) registra déficit de US$ 33,1 bilhões, saldo 11,9% maior que nos 12 meses anteriores.



Por fim, os Investimentos Diretos no País (IDP) acumularam uma entrada líquida de US$ 96,6 bilhões em 12 meses, o equivalente a 5,19% do PIB e cobrindo totalmente o déficit das transações correntes.



 

DADOS DA ECONOMIA BRASILEIRA

Macro Visão é uma publicação da:
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Fonte: FIESP / CIESP / CNI