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Adesão do Brasil ao Protocolo de Madri facilitará internacionalização de empresas brasileiras


A integração do Brasil ao sistema internacional de registro de marcas, instituído pelo Protocolo de Madri, vai facilitar a internacionalização de empresas brasileiras, sobretudo as de pequeno e médio portes.

Por meio do sistema, é possível solicitar o registro da mesma marca em diferentes países simultaneamente, reduzindo prazos de análise e custos, que podem ser até 75% menores. A proteção de marcas é fundamental para estimular a participação de empresas no comércio exterior e atrair investimentos ao país.

O Congresso Nacional finalizou nesta quinta-feira (23) a espera de quase 20 anos para internalizar o acordo internacional e formalizar a adesão do país ao sistema de Madri, já utilizado por 120 países, que representam 80% do comércio mundial, entre eles parceiros importantes do Brasil, como Estados Unidos, Japão e China.

 "Damos um importante passo para a ampliação da integração do Brasil ao sistema mundial de propriedade intelectual e também ao comércio internacional. Houve um esforço conjunto da indústria, de parlamentares e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para adequar o Brasil às exigências do acordo", afirma Carlos Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

REDUÇÃO DE CUSTOS - Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que com um orçamento de US$ 1 mil, uma empresa conseguiria, em média, a proteção de uma marca em quatro países pelo sistema de Madri. Sem ele, o mesmo recurso permite a proteção em apenas um país.

A economia ocorre pois a solicitação é feita e paga uma única vez à Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), que submete o pedido a avaliação dos demais membros. Cada país tem autonomia para analisar o pedido de registro. Estima-se que mais de 1,3 milhões de marcas estejam registradas pelo sistema.

MELHORIAS NO INPI -  A adesão do Brasil foi precedida de esforços de melhoria no trâmite de análise de marcas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que agora passa a receber pedidos internacionais por meio da OMPI.

Para fazer parte do Sistema de Madri, o tempo de decisão sobre o pedido deve ser inferior ou igual a 18 meses. Medidas de modernização em processos internos fizeram com que o tempo de decisão do INPI caísse de 28 para 9 meses. Entre janeiro e abril de 2019, o INPI recebeu quase 72 mil pedidos de registro de marcas, sendo 9,6 mil do exterior.

Fonte: Portal da Indústria