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Os reflexos da greve


PESO NO BOLSO 

Em meio à insegurança jurídica, o aumento de custos deve ser sentido nas gôndolas pelos consumidores brasileiros. A Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas, Pães e Bolos (Abimapi) estima um aumento médio de 10% nos produtos. “Aumento de preço é uma guerra de braço entre indústria e varejo”, afirma Claudio Zanão, presidente-executivo da entidade. “Quem tem caixa vai aproveitar para ganhar mercado.” No setor têxtil, o repasse pode chegar a 5% no varejo. O pior cenário é para as empresas que estão situadas no polo da região Nordeste. O setor estima um aumento de custos de pouco mais de R$ 6 bilhões e prevê uma competição ainda maior com os produtos importados, uma vez que a produção interna é afetada várias vezes pelo aumento. “O tabelamento é irreal”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel. “O próprio caminhoneiro já está enxergando isso.”

No Brasil, cerca de 65% das mercadorias são transportadas por caminhões. A dependência do modal ajuda a explicar a força da categoria na negociação recente. A greve de maio parou o País e tem seus efeitos sentidos até hoje na economia. Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, o impacto na economia foi de cerca de R$ 16 bilhões. Diante de um governo enfraquecido, o setor conseguiu ter a maior parte das reivindicações atendidas, entre elas a redução no preço do diesel (leia mais ao lado) e o tabelamento do frete. A tentativa vem sendo associada pelos empresários a iniciativas que falharam no passado de intervir artificialmente nos preços. Entre os empresários afetados, a pergunta que mais se houve é: quem não quer uma tabela que garanta um preço mínimo e assegure os lucros?

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Fonte: IstoÉ Dinheiro