Notícias

Indústria pode esbarrar em falta de eficiência na retomada


Leia a matéria completa.

 

Análise

A fabricante de alimentos M. Dias Branco também vem se adaptando às mudanças do mercado doméstico e, neste ano, uma das prioridades será implementar melhorias na cadeia de suprimentos.

"Depois de uma ampla análise no ano passado, vamos implementar mudanças ao longo de 2017", comentou o vice-presidente de investimentos e controladoria da M. Dias Branco, Geraldo Mattos Júnior, em teleconferência.

No último ano, a fabricante investiu em mudanças "estruturantes focadas na expansão das vendas e aumento de eficiência", destacou ele.

Para o professor da Fundação Instituto de Administração (Fia), Nuno Fouto, muitas indústrias têm feito investimentos, mesmo que pontuais, em análise de dados internos e externos. "Existe uma preocupação maior em analisar o mercado para não errar no mix de produtos, mas isso envolve investimentos e também uma flexibilização da produção, que nem sempre fica mais fácil de obter quando se está com capacidade ociosa", explicou Fouto.

Na Ambev, o conhecimento sobre o consumidor final ajudou a recuperar as vendas. Depois de perder 6,5% em volume de vendas em 2016, a gigante de bebidas teve alta de 2,6% em volume no primeiro trimestre.

"Temos um conhecimento profundo do consumidor [final] e isso com certeza vai nos colocar no lugar certo e não há mais ninguém posicionado no mercado como nós estamos para se beneficiar das oportunidades", afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores da Ambev, Ricardo Rittes, em teleconferência com analistas.

A Natura também vem se concentrando em entender melhor as demandas do consumidor final. "Isso tem nos ajudado a navegar em período de crise", comentou o vice-presidente de finanças e relações com investidores da Natura, José Roberto Lettiere, em teleconferência com analistas.

Apesar de ter registrado alta de 3,3% na receita líquida no terceiro trimestre, para R$ 1,16 bilhão, as despesas com vendas, marketing e logística da Natura avançaram 9,4%, para R$ 521,9 milhões, no mesmo período.

Já a Hypermarcas anunciou que neste ano deve elevar despesas com pesquisa e desenvolvimento, na contramão dos cortes de gastos do setor industrial. "Devemos ter um pequeno aumento com o [nosso] centro de inovação se tornando operacional no segundo semestre do ano", explicou para analistas o presidente da Hypermarcas, Claudio Bergamo.

A companhia registrou alta nas despesas com marketing (21,1%) e vendas (12,9%) no acumulado de janeiro a março deste ano. Os incrementos foram atribuídos à pesquisa e reforço das equipes de vendas.

Jéssica Kruckenfellner

Fonte: DCI (On-line) - Jornais Online - São Paulo - SP