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Dia da gula: como driblar a compulsão alimentar


Dia 26 de janeiro é comemorado o dia da gula, data que remete a uma sensação que acompanha o ser humano ao longo da história. A preferência inata por alimentos mais calóricos, como os ricos em açúcares, carboidratos e gorduras tem relação com a evolução da humanidade, já que a capacidade de guardar energia para momentos de escassez foram essenciais para o progresso da nossa espécie.

Com a chegada da idade média e a o estabelecimento da Igreja Católica, comer além das necessidades tornou-se um dos sete pecados capitais, a gula.  E até hoje vivemos em um paradoxo: por um lado há uma grande disponibilidade de alimentos que facilitam exageros e por outro lado há uma pressão para ter um estilo de vida saudável e um corpo magro.

Assim, comer determinados alimentos pode vir acompanhado de sentimentos de culpa e arrependimento. Os tipos de alimentos que geram culpa variam de acordo com a pessoa e os modismos alimentares, mas em geral alimentos fonte de energia como pães, massas e doces estão entre os principais alvos de restrições e compulsões alimentares.

O primeiro passo para driblar a compulsão é compreender que exageros não fazem bem e que dentro de uma alimentação saudável é possível ter uma variedade de alimentos, incluindo os mais ricos em energia ou gordura. Restrições alimentares não são saudáveis, pois privam o organismo de nutrientes importantes, podem aumentar o desejo por aquele alimento supostamente “proibido” e resultar na compulsão alimentar.

É importante considerar que cada alimento tem uma porção e frequência adequada. Por exemplo, pizzas, doces e outros alimentos conhecidos como “guloseimas”, podem fazer parte de uma alimentação equilibrada, desde que consumidos com moderação e em baixa frequência.

Comer com atenção e calma, prestando atenção nos sinais de fome e saciedade do corpo também é uma dica para contornar os momentos de gula. É claro que ela requer paciência e autoconhecimento, mas é muito eficaz! No momento de abrir espaço para uma indulgência, escolha o alimento que goste bastante e aprecie com calma, pois dessa forma é mais fácil se saciar com uma quantidade menor. E caso exagere, evite comportamentos de compensação como omitir refeições, fazer jejuns ou exagerar nos exercícios, pois eles apenas agravam a sensação de culpa.

Além das questões comportamentais, a gula também pode sinalizar algumas deficiências nutricionais do corpo. O desejo aumentado por doces pode indicar falta de magnésio ou cromo ou a vontade excessiva por comer carnes pode estar relacionada a deficiência de ferro ou zinco, por exemplo.

Por fim é valido lembrar que alimentação não é apenas o consumo de nutrientes, e sim um ato social e um prazer que sempre acompanhou os seres humanos. Portanto, aproveite esse momento sabendo equilibrar frequência e quantidade, sem recorrer a gula.  

Referências:

Revista superinteressante [internet]. Gula [Atualizado em  31/10/2016; Acesso em 17/01/2017]. Disponível em: http://super.abril.com.br/comportamento/gula/

Silva MM. O pecado da gula. Physis: Revista de Saúde Coletiva. 2015; 25(3): 1033-1039.

Consumidor moderno [internet]. A História da Gula e a Alimentação no Decorrer da História [Atualizado em: 20/06/2015; Acesso em: 17/01/2017. Disponível em: http://www.consumidormoderno.com.br/2015/06/20/a-historia-da-gula-e-a-alimentacao-no-decorrer-da-historia/

Fonte: ABIMAPI