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Deixe seu filho longe da obesidade infantil


Você sabia que mais de um terço das crianças brasileiras entre cinco e nove anos está a cima do peso? E (pasme!) de acordo com dados do Ministério da Saúde esse percentual também se aplica aos adolescentes de 12 a 17 anos: 33% apresentam sobrepeso e, destes, 8% são obesos. Esse problema vai muito além do aspecto físico, já que ele pode resultar em inúmeros problemas de saúde, como diabetes e colesterol alto. Entre as principais causas da obesidade estão sedentarismo e alimentação inadequada, mas segundo Raquel Resende, endocrinologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo (SP),existem também causas e síndromes genéticas. “Tumores no eixo do hipotálamo-hipofisário ou distúrbios endócrinos como hipotireoidismo e síndrome de Cushing são responsáveis por, em média, 2% a 5% dos casos de sobrepeso. Os demais – grande maioria – podem ser atribuídos aos maus hábitos”, explica.

Quando o quadro de obesidade infantil é decorrente de um problema de saúde, é essencial procurar um especialista para realizar o tratamento. Caso contrário, é importante rever os hábitos. Por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 300 minutos de atividades físicas semanalmente – cerca e 40 minutos por dia. “As crianças precisam gastar calorias, mesmo com o metabolismo mais acelerado”, relata a especialista. “A infância e a adolescência são períodos críticos para iniciar ou agravar a obesidade devido ao aumento do tecido adiposo, que ocorre principalmente no sexo feminino. Além disso, existe maior consumo de alimentos com alto teor calórico e, também, devidos às instabilidades emocionais frequentes neste período”, destaca. Além de incentivar a pratica de atividade física, é importante que os pais fiquem de olho na alimentação dos pequenos. “Manter uma dieta balanceada não significa que a criança ou o adolescente vai sofrer privações, nem mesmo que isso vai provocar um futuro de frustrações com o peso e, portanto, levar à obesidade. Trata-se de uma maneira saudável e eficiente de combater a obesidade”, finaliza.

Fonte: Revista Pense Leve