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Gordura trans, sódio e açúcar: os compromissos da indústria alimentícia com a saúde do consumidor

A atenção às questões que envolvem nutrição, saúde e bem-estar é uma tendência mundial. De acordo com a pesquisa global “O que há em nossa comida e em nossa mente”, realizada em 2016, pela consultoria Nielsen, a população está reduzindo o consumo de certos alimentos que não são considerados nutritivos e isso é reflexo de quatro fatores principais: o envelhecimento global; a preocupação de uma alimentação saudável, como forma de evitar doenças crônicas; o entendimento de que os alimentos podem ser remédios, usados para evitar ou lidar com doenças existentes; e, em decorrência de tudo isso, a formação de consumidores mais conscientes.

Há nove anos a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), em parceria com entidades congêneres, vem formalizando com o Ministério da Saúde termos de compromisso para reduzir quantidades de gorduras, sódio e açúcar nos alimentos processados. O resultado é a melhoria do valor nutricional dos alimentos.O primeiro acordo, estabelecido em 2008, foi o de redução de gorduras trans, baseado na sinalização da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), que estabelece para a trans limites não superiores a 5% do total de gorduras nos alimentos processados. “Após dois anos, o setor de biscoitos, massas e pães e bolos industrializados já haviam reduzido 250 mil toneladas de gorduras trans de seus produtos, o que representa 93% de alcance das metas da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA)”, afirma Claudio Zanão, presidente da ABIMAPI.

Em 2010, o Ministério da Saúde propôs uma nova agenda, agora relacionada ao sódio, com o objetivo de reduzir o consumo desse ingrediente até o ano 2020 para menos de 5g/dia por pessoa. Em 2011, a ABIMAPI firmou um termo de compromisso para limitar a quantidade de sódio usada nos biscoitos, massas alimentícias, pães e bolos industrializados. Os resultados alcançados são significativos. De acordo com o Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os índices de 2016 comparados aos de 2008/2009 indicam que o biscoito recheado apresentou queda de 34% no teor de sódio, o salgado de 16,6%, e o doce de 9,6%; já no pão de forma e no cereal matinal o teor caiu 2,8% e 6,1%, respectivamente.

“É importante esclarecer que apesar da significativa participação do sódio nos alimentos processados, é no sal de mesa e dos condimentos à base de sal que o consumo se destaca” explica Mariana Nacarato, consultora em nutrição da ABIMAPI. Estimativas do Ministério da Saúde indicam que o consumo médio do brasileiro é de 12g/dia de sal, mais que o dobro do recomendado.

Atualmente, a discussão gira em torno do açúcar, cujo consumo no Brasil está muito acima da média recomendada. As indústrias e governo estudam a melhor forma de promover a redução deste ingrediente. A ABIMAPI mais uma vez está presente nos debates para definir novos padrões e o cronograma para a diminuição deste componente nos alimentos processados pelas indústrias que representa.

“Sabemos que precisamos, também, incentivar e orientar o consumidor de forma inteligente, mostrando que os biscoitos, massas alimentícias, pães e bolos Industrializados, além de saborosos, possuem atributos à alimentação saudável”, finaliza Zanão.

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