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Palavra do Presidente
 
  Doença celíaca atinge 1% da população mundial  
  Durante este mês a conscientização sobre a doença celíaca é reforçada para marcar a importância da percepção mundial a respeito dos riscos desta disfunção. Desde o ano de 2002, o Dia Internacional do Celíaco é comemorado todo o terceiro domingo de maio, e em 2016 a data cai no próximo dia 15.

A doença celíaca é autoimune e desencadeada por uma reação ao glúten – proteína encontrada no trigo, cevada e centeio – que causa inflamação grave no intestino e leva à desnutrição por má absorção de nutrientes. Os sintomas, porém, nem sempre aparecem no trato gastrointestinal; outros indícios da doença são anemia devido à deficiência de ferro, dermatite e osteoporose. Em geral, este é um distúrbio que se manifesta na infância, mas alguns fatores ambientais, como infecções por rotavírus, aumentam a chance de aparecer na idade adulta. Sua incidência, entretanto, é baixa: no Brasil, uma em cada 200 ou 250 pessoas é celíaca e estima-se que apenas 1% da população do mundo tenha a enfermidade.

O fato que preocupa os profissionais da área da saúde é a moda injustificada para restrição do glúten na alimentação, que nos últimos anos ganhou grande espaço midiático. De acordo com o livro “Trigo na Dieta Saudável”, dos médicos Marcello Delano Bronstein e Mauro Fisberg (Editora Abril, 2009), a retirada do glúten da dieta só é recomendada para os portadores de doença celíaca. Não há nenhum fundamento científico nas pesquisas que apontam o glúten como vilão da obesidade.

O Conselho Regional de Nutricionistas (CRN-3) institui com a certificação do Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar, da American Dietetic Association, e do Management of Celiac Disease in Adults, que a eliminação do glúten na alimentação só deve acontecer diante de um diagnóstico clínico confirmado de doença celíaca, dermatite herpetiforme ou alergia ao glúten. Quando eliminadas tais hipóteses, a restrição deve ser indicada apenas caso haja diagnóstico confirmado de sensibilidade ao glúten (denominada também de intolerância ao glúten – não celíaca).

O americano Alan Levinovitz, professor-assistente de religião na Universidade James Madison, pesquisou a origem dos mitos alimentares que nos rodeiam para escrever o livro “A Mentira do Glúten” (Editora Citadel, 2014). Em sua conclusão, banir o nutriente da dieta sem motivo é uma decisão mais baseada na emoção do que na razão. Para ele, a causa dos muitos problemas de saúde não é o que comemos, e sim o modo como nos alimentamos – cheios de ansiedade e de culpa por ingerir comidas que acreditamos que vão fazer mal.

Conforme já mencionamos em outras edições do e@bimapi, nós, juntamente com a ABIP (Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria) e SAMPAPÃO, apoiamos a iniciativa da ABITRIGO (Associação Brasileira da Indústria do Trigo) com a plataforma digital Glúten: Contém Informação. Este canal tem o objetivo de informar de maneira responsável a população sobre todas as questões que envolvem o nutriente. Também continuaremos trabalhando fortemente para desmistificar falsos conceitos com argumentos de base científica que comprovam a importância de uma alimentação saudável e equilibrada.
 
   
 
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Por que alguns biscoitos têm furinhos?

Dependendo do tipo, do tamanho e da marca, os biscoitos salgados têm uma infinidade de arranjos de buraquinhos. Esses furinhos não são decorativos – eles servem para permitir que o pouco gás carbônico que se forma pela ação de enzimas presentes na própria massa seja liberado, uma vez que a massa para biscoito não leva fermento (só água, sal e farinha, por exemplo). Se isso não acontecesse, a bolacha viraria uma espécie de almofadinha e, se a pressão interna fosse demasiada, as bolhas estourariam. A superfície, ao fim, teria crateras e não seria lisinha e achatada. E, com certeza, você não ia poder passar manteiga nela da forma como está acostumado. Os furinhos servem como escapamento do gás que se forma enquanto a bolacha assa.
Fonte: SuperInteressante