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Estamos num período de recuperação da economia, diz na Fiesp o ministro do Planejamento

O ministro Dyogo Oliveira (Planejamento, Desenvolvimento e Gestão) participou nesta sexta-feira (17/2) de reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic). Em sua apresentação, disse que “o pior já passou”. Segundo o ministro, “está bem claro que estamos num período de recuperação da economia brasileira. O contato dia a dia com o setor produtivo me mostra que os empresários estão recuperando a confiança”.

A inflação está controlada, e isso não é pouca coisa, disse Oliveira.  Os investidores estão mais confiantes, e o risco país está abaixo de 279 pontos, aproximando-se do nível de quando o Brasil tinha grau de investimento. Além disso, ações na Bolsa reagiram.

Notícia muito importante, destacou Oliveira, foi a “reanimada” do crédito. Para as famílias o número de novos financiamentos subiu de 6,7 milhões para 7,2 milhões em dezembro. Pessoa jurídica, de 4,8 milhões para 5,2 milhões. A tendência é clara, afirmou. Já houve uma queda do endividamento das famílias, e a liberação das contas do FGTS vai reduzir ainda mais o endividamento. No crédito habitacional há estabilidade no endividamento, o que tem efeitos positivos no futuro, explicou o ministro, graças à propriedade do imóvel.

Também caiu a inadimplência das famílias e das empresas, o que Oliveira vê como sinal de redução de spreads adiante.

O ministro falou também sobre estímulos à retomada do crescimento. As medidas do FGTS sozinhas injetarão na economia o equivalente a 0,67% do PIB brasileiro. O impacto será relevante este ano, segundo Oliveira.

O saque das contas inativas do FGTS, explicou, não tira a capacidade do fundo de fazer os investimentos em infraestrutura. O resultado do FGTS vai ser mais bem distribuído entre os cotistas, e a multa de 10% nas demissões será gradualmente reduzida.

Quanto ao aumento do teto de valor de imóveis para financiamento com recursos do FGTS, para R$ 1,5 milhão, era novidade que Oliveira tinha guardado para divulgar na Fiesp, “mas vazou”.

Houve atualização dos parâmetros do Minha Casa Minha Vida, lembrou o ministro. O valor dos imóveis foi atualizado, bem como a faixa de renda das famílias. Na prática, explicou Oliveira, isso representa diminuição dos juros, devido às regras do programa.

Novas iniciativas em discussão incluem a questão dos distratos (rescisão de contrato de compra de imóvel na planta), importante especialmente para o setor de alta renda. Oliveira defendeu um equilíbrio entre os consumidores que querem o distrato e os que não querem.

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Fonte: FIESP