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Queda nas vendas dos supermercados pode ter chegado ao fim

É possível que o movimento de o consumidor buscar opções mais baratas esteja chegando ao limite, o que contribuiria para paralisar o recuo no faturamento das empresas.

Os dois meses consecutivos de crescimento nas vendas dos supermercados deixaram alguns analistas de mercado alertas para a possibilidade de se estar chegando ao que eles chamam de “ponto de inflexão”, nome técnico para o momento no qual se reverte uma tendência. No caso, depois de um longo período de queda no faturamento, é possível que se tenha chegado a um ponto no qual a tendência de retração tenha chegado ao fim e o setor supermercadista volte a acumular aumentos reais.

Segundo o banco Brasil Plural, com base em dados da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), as vendas reais acumuladas em 12 meses cresceram 1,2% em março deste ano, contra igual período anterior. Em fevereiro, a alta real foi de 2,9%. Nos demais meses anteriores, os acumulados foram negativos, com exceção de maio de 2015, quando ficou em 0,3%. Para Guilherme Assis, analista da instituição financeira, ainda não é possível afirmar com certeza de que se trata de uma inversão de tendência, mas há indícios de que, em algum momento deste ano, isso deverá acontecer.

Entre os motivos, está a possibilidade de os movimentos de trade down do consumidor estarem chegando ao seu limite. E isso tanto no que se refere à migração para categorias substitutas mais baratas quanto à troca de marcas de menor valor e à busca por canais de compras focados em preços. “É difícil precisar em que ponto do trade down o consumidor está, mas chega um momento em que não há mais para onde migrar”, explica Assis.

Por outro lado, explica o analista do banco Brasil Plural, alguns fatores impulsionaram as vendas em fevereiro e março. No primeiro caso, o mês contou com um dia útil a mais por este ser um ano bissexto. “Cada dia a mais pode ter um impacto positivo de 3% real no faturamento”, explica o especialista. Já março contou com o acréscimo das vendas de Páscoa em 2016. “É importante aguardarmos a divulgação dos resultados de abril deste ano. Se ele ao menos empatar com 2015 será algo bom, pois, no ano passado, a base de comparação era maior justamente pela ocorrência da semana santa”, avalia Assis.

Fonte: Supermercado Moderno